Pertencimentos
- Agnes Martins

- 12 de fev.
- 1 min de leitura

"Ao atingirmos a maturidade, começamos a nos perguntar a que pertencemos. A pessoa que fomos seguia roteiros de vida que, agora, parecem desatualizados. Quais são as nossas novas necessidades? Onde moram nossos desejos para esta fase? É possível ser feliz na maturidade? A vida, antes acelerada, parece ter mudado repentinamente para um ritmo de pausa.
Essas questões rodeiam nossa mente, ora nos trazendo ansiedade, ora tristeza. É preciso requalificar nossas emoções e nossos gastos de energia. Mas como fazer isso? Como aceitar que a maturidade é o pórtico do envelhecimento e entender que esse caminho pode ser longo?
Envelhecer exige olhar para a vida que vem, e não para a que passou. É um período diferente, que pede menos ação e mais reflexão. Não é mais o momento de correr atrás das coisas, mas de observá-las, aprendendo que o tempo está a nosso favor. Ainda há tempo de pertencer a novos grupos, novas ideias e sensações.
É tempo de deixar a vida nos embalar nas noites frescas e nas boas companhias; de apreciar o silêncio. De relembrar o que foi vivido e nos surpreender com a nossa capacidade de superação. Envelhecer é o processo de aceitar esses novos pertencimentos com leveza para que, amparados pelo que já foi construído, possamos ver a vida com calma no olhar."



Comentários