Quando o falar do outro nos atravessa, como elaborar?
- Agnes Martins

- 5 de mar.
- 2 min de leitura

Era um dia como outro qualquer. Após a caminhada matinal (as vezes muito adiada) me dirigi ao computador para estudar, ver a agenda e olhar as comunicações no whatsapp.
Até esse momento estava em um dia equilibrado e feliz. Satisfeita com o que já havia feito relativo aos estudos , tranquila por conseguir cumprir a agenda que me havia proposto.
Mas, ao abrir o whatsapp ,me deparo com uma mensagem de áudio de uma amiga.
Meu dia mudou a partir dai. O que ela falou nesse áudio me trouxe insegurança, desequilíbrio.
Não foi nada agressivo, mas foi algo que batei dentro de mim de uma forma muito ruim e que me fez ruminar durante todo o dia.
Nessa áudio ela disse coisas que versavam sobre a minha forma de ser e agir e como isso poderia tumultuar o ambiente.
Apesar de eu entender que ela havia agido dessa forma devido a intimidade que parecíamos ter, não me senti confortável.
E, como sempre, reagi com humor, não demonstrando meu desprazer.
Mas e ai? Como eu fiquei por dentro? Não conseguia entender porque isso estava me afetando tanto. Porque me deu uma tristeza profunda, sendo que havia respondido de forma bem humorada?
E isso me acompanhou por todo o dia!
Até que, á noite, tive minha sessão de psicanálise. Como sempre começo falando de algo que acho simples de lidar e que não está me afetando, mas depois, meio sem querer , comentei do áudio da amiga.
Após escutar esse e outros fatos do meu dia, meu analista me fez voltar e refletir no porque eu havia ficado triste com aquele áudio.
Bem, eu então compreendi de onde vinha aquele mal estar. O que me remetia aquela fala dela. E de quantas vezes anteriores eu havia sido submetida a um comportamento que agradasse o outro.
Era isso que estava me atravessando! Quando nomeei o que estava sentindo, localizei de onde vinha o sentimento, o alívio foi rápido e verdadeiro. Algo de pesado saiu e entrou uma compreensão no lugar. Surgiu uma elaboração.



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